Muito se fala em marketing digital, mas poucas marcas têm projetos em prática. É o que comprova a pesquisa da consultoria McKinsey, que diz que 80% das empresas brasileiras ainda estão dando os primeiros passos neste universo.
Confesso que essa informação me deixou bastante pensativo: por que um país como o Brasil, com 2/3 de sua população conectada, ainda tem tantas empresas que não acordaram para esse terreno fértil?
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O site da McKinsey reuniu dados bem interessantes sobre o marketing digital. Dá uma olhada no cenário que essas empresas estão perdendo:
- Brasil é o país com maior percentual de investimentos em marketing digital na América Latina (24,4%), sendo que a média global é de 43.5%.
- Mais de 120 milhões de brasileiros estão conectados à internet.
- O brasileiro passa nove horas navegando; nos Estados Unidos essa média é de seis horas.
- Os conteúdos digitais estão presentes no dia a dia de 86% dos domicílios brasileiros que ganham três salários mínimos ou mais.
- 74% da classe socioeconômica C e 40% das classes D/E já estão conectadas.
- O Brasil é um dos países mais expressivos quando o assunto é número de usuários nas redes sociais (Facebook, Instagram e Youtube).
- Em 2018, 65% dos consumidores disseram fazer compras online pelo menos uma vez por mês, de acordo com a pesquisa Global Consumer Insights 2018, da PwC.
Fonte: McKinsey
O que diz a pesquisa da Mckinsey?
A Digital Marketing Readiness, realizada pela Mckinsey, com apoio da Associação Brasileira de Anunciantes (Aba), é inédita e certamente levará muitas empresas a reverem seu plano de marketing e incluírem cada vez mais ações no ambiente digital.
Para a construção do estudo foram criados quatro níveis de estágios de maturidade no marketing digital (com notas de 1 a 5), quatro dimensões e 14 alavancas para ajudar as empresas a identificarem em qual status se encontram atualmente. Veja o quadro abaixo para você entender melhor.

Vamos explicar os status, as dimensões e as alavancas:
Status
Líderes: empresas com pontuação global superior a 4.5 de maturidade em marketing digital nas quatro dimensões;
Ascendentes: empresas com pontuação global acima de 3.5, mas inferior à dos líderes;
Emergentes: empresas com desempenho mediano e ampla oportunidade de melhoria;
Iniciantes: – empresas com desempenho abaixo da média, que ainda não embarcaram em um processo de digitalização do marketing ou que não conseguiram capturar seus benefícios.
Dimensões e alavancas:
Pessoas, Processo e Cultura: processos, competências e a cultura que sustentam o marketing digital de alta performance.
Dados e Tecnologia: qualidade, quantidade e velocidade no uso de dados e das tecnologias de gestão e automação de marketing.
Investimento e Mensuração: como o investimento em mídia ocorre ao longo do funil de conversão e como o impacto do marketing digital é mensurado, bem como a atribuição de resultados a outros meios.
Jornada e Experiência: como a jornada e a experiência com a marca são vivenciadas pelos consumidores em todos os canais digitais das empresas.
Com base nessas diretrizes, a pesquisa realizou 54 perguntas para 79 empresas líderes de dez segmentos diferentes (Automotivo; Serviços Financeiros; Materiais Básicos, Químico, Agricultura e Energia; Bens de Consumo; Farmacêutico; Varejo; Tecnologia, Telecomunicações e Mídia; Turismo e Hospitalidade; e Serviços) e chegou às seguintes conclusões:
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Diante de tatos números, as conclusões da pesquisa são bem interessantes:
1- Existe uma urgência no que diz respeito à união da tecnologia com a mudança de mentalidade. Somente equipes multidisciplinares saberão usar a tecnologia para ter uma visão 360, focar as estratégias no cliente, ousar mais e tomar decisões baseadas em dados.
2- É necessário planejar os investimentos que para se consiga mais resultados com menos verba. Só migrar a verba de outras mídias para o digital sem análise e estratégia não dá resultado. Além disso, o ROI baseado em vendas por meio da quantidade de cliques deu lugar ao branding que gera conversões no futuro. É preciso sair da caixa e pensar em novas mensurações de resultados.
3- Não dá mais para atuar apenas no topo ou no fundo do funil. Conceitos como intenção de busca ou comportamento do consumidor nas redes sociais, preço e botão para comprar são avaliadas durante todo o processo. Dessa forma, é possível entender melhor a demanda do consumidor e fazer análises mais granulares de investimentos e vendas.
As empresas definidas como nativas digitais, por exemplo, e que vendem pela internet, começam a análise pelo fundo do funil para entender as intenções de compras e como a tecnologia pode atuar para mensurar a influência da publicidade numa decisão de compra futura.
Felizmente, nunca é tarde para começar. Entretanto, o marketing digital se transforma rapidamente e, para entrar com o pé direito, é preciso se planejar e pegar “o barco andando” sem medo de quem já domina esse segmento.
Vamos começar? Conte com a nossa ajuda!